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A desigualdade salarial entre gêneros existe?

Quarta-Feira, 12 de Dezembro de 2018

Um dos assuntos que tem sido fortemente debatido entre grupos sobre carreiras. A desigualdade salarial entre gêneros. Confira e participe.






As pesquisas indicam que as mulheres estão em maior número quando se trata de ensino superior completo, então como é possível existir uma desigualdade salarial quando os indicadores dizem que elas em sua maioria são mais qualificadas que os homens?
A explicação desse caso é que os dados educacionais não necessariamente incidem sobre o mercado de trabalho. Na verdade, o correto seria que as mulheres que têm maior instrução ganhassem mais do que a média salarial do cargo, pois o principal aspecto que dita o salário é a educação. Mas o que realmente acontece é que as mulheres instruídas acabam ganhando menos que a média.
As pesquisas ainda mostram que em questões de rendimento, liderança e tomada de decisão as mulheres ainda se posicionam em um patamar inferior aos homens. Ainda percebemos que a parcela de pessoas ricas do Brasil é formada em 75% por homens, ou seja, apenas 25% por mulheres.
A desigualdade salarial entre gênero existe e é um fato reconhecido pela ONU e todos deveriam ter conhecimento e consciência disso, é um direito nosso lutar por uma equiparação salarial mais justo.

Tempo de trabalho

A maioria das mulheres precisa aceitar trabalhos mais precários, pois possuem dupla jornada ao cuidar de casa e dos filhos e do trabalho, efetivamente. As pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE apontam que quando se trata de tempo parcial de trabalho o número de mulheres demonstra um percentual de 28% sendo que o dos homens é de 14%. Mas o tempo parcial não poderia contar como um pretexto para uma desigualdade salarial.

Salário desigual

O maior problema da existência dessa desigualdade é que não existe uma lei que a regularize uma equiparação salarial sem distinção de qualquer gênero ou espécie. O país onde existe a melhor classificação de igualdade salarial é a Islândia que a pouco tempo também aprovou uma nova lei onde se exige que as empresas que possuem mais de 25 funcionários tenham pagamento igualitário.
Os indicadores do IBGE demonstram que as mulheres ganham ¼ a menos que os homens, ou seja, eles ganham 25% a mais que as mulheres no mesmo cargo e que geralmente possuem as mesmas competências e qualificações que os homens. Também quando levamos em consideração as posições de alta e média gerência temos que os homens ganham 35% a mais que as mulheres.

Representação feminina

A desigualdade salarial em cargos gerenciais é muito grande, como já mostramos antes, e isso acontece tanto no setor privado quanto no público. Esse fato muda apenas nas faixas etárias de 16 a 29 anos onde as mulheres apresentam melhores posições com 40% de representatividade nos cargos gerenciais.
Na área da polícia no Brasil ainda é pequena a representatividade da mulher nas corporações, elas possuem uma representação na área de polícia civil e militar de cerca de 13%. Aproximadamente 26% de mulheres na polícia civil e 10% na polícia militar.

Porque existe a desigualdade salarial?

Um fato que explicaria a diferença salarial e que acaba agravando este disparidade, e que ocorre, historicamente, há muito. Ao receberem propostas salariais, as mulheres, na grande maioria das vezes, não acabam negociando uma melhor proposta salarial.
Tal situação se deve ao receio que muitas possuem de ter que enfrentar um recrutador que possa exigir algo fora do normal para que esse aumento ocorra, já que a grande parte dos recrutadores é formada por homens. O medo do assédio e da discriminação cria certo receio em muitas mulheres.
Diferente do que deveria ser feito, as mulheres solicitam um aumento como forma de pedido, sem que haja certa imposição. Um maior empoderamento seria um diferencial para que houvesse uma maior igualdade nos salários.
Outro fato que faz com que essa desigualdade seja sentida é fato de muitas mulheres terem filhos, agravado pelo viés machista adotado por muitas empresas, que, muitas vezes, associam tal fato a uma menor produtividade, além do fato da licença maternidade ser maior para mulheres do que para homens, por motivos óbvios.
Essa herança cultural machista, associada a tardia entrada da melhores no mercado de trabalho fomenta ainda mais a desigualdade salarial presente até hoje. Contudo, essa situação é reversível, sendo necessária uma união e conscientização geral.

Tanto trabalhadores quanto empregadores precisam ter consciência da importância de pagar às mulheres e os homens salários justos, que condizem com formações e realidades.



O jobbol não efetua seleções e recrutamentos, apenas disponibiliza as informações em caráter informativo.

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